Confira:
1- Você escreve desde quando?
Comecei com uns 14 ou 15 anos, quando o que eu curtia mesmo era o "Senhor dos Anéis". Eu queria escrever algo do tipo mas era muito trabalhoso, então nunca ia pra frente. Depois atravessei aquela fase lírico-depressiva de adolescente, com um monte de poesia ruim. Acho que passei a levar o negócio mais a sério enquanto fui conhecendo a "literatura canônica" e vi o quanto a pesquisa e as leituras anteriores são importantes para a composição de uma obra.
2- Por que criou um blog?
Meu primeiro blog foi criado entre 2001 e 2002. Mas como eu nunca fui muito dado a "conversinhas com o diário", abandonei - e naqueles anos o blog não tinha muito essa característica funcional que é comum hoje, e mesmo que tivesse, eu não teria cabeça. Recentemente, conforme passei a produzir sonetos - tive uma longa e tortuosa fase de produção de sonetos -, o blog passou a abrigar essas produções e me ligar com outras pessoas do país. Abandonei também, porque a minha produção acabou ficando mecanizada e sem espírito. Depois de um ano sem postar, reabri o blog com uma proposta profissionalmente mais focada - pelo menos é o que eu quero que pareça - com o intuito de difundir um pouco mais de literatura e cultura com um mínimo de bom gosto.
3- Por que escolheu o nome de Molho Vinagrete?
Ah, sabe como é... Vinicius leva a Vina, que levou, num momento de leviandade espiritual, a Vinagrete. Se não me engano, a pessoa que mais colocou esse apelido em prática foi um rapaz talentoso chamado E. James, vocalista de uma banda de funk/soul da qual eu era integrante. O "Molho" foi uma adição estética de minha parte, pra deixar a coisa mais saborosa.
4- Qual sua fonte de inspiração e criatividade?
Inspiração nunca vai servir sozinha se não houver prática e técnica para serem aplicadas num todo. Camões, n'Os Lusíadas, resume o que eu encaro como o ideal da produção artística: Cantando espalharei por toda parte / Se a tanto me ajudar o engenho, e arte. De qualquer modo, uma boa maneira de gerar textos criativos é olhar onde não é comum, em coisas pequenas, e torná-las grandes, significativas. É muito fácil cair em lugares-comuns e tornar o seu texto irrelevante.
5- Por que colocou o nome de Lethe no seu conto, é referente ao rio Lethe - Mitologia?
Certamente. Tentei reunir a figura da Musa com a do rio. Elas se constroem por oposição dentro do texto, se considerarmos que as Musas representam tradicionalmente a idéia de verdade - a-létheia, em grego, não-esquecimento - e de revelação do divino ao ser humano - ver a Teogonia de Hesíodo. Tendo isso em mente, eu quis que minha personagem passasse por uma situação determinada e no decorrer fosse gradualmente afastada. Tendo, enfim, se afastado da Musa - e da revelação divina, da verdade -, foi condenado ao Lethes. Assim sua grandiosidade terrena se torna pífia diante da negação da arte divina, e seu nome não é lembrado pela posteridade. Enfim, eu poderia escrever uma longa história sobre o tema, mas assim não se adequaria a um post para a coletiva, né.
6- Deixe uma frase para o blog Palavrentas e Escrevedores.
A frase que eu mando não é minha, mas serve em qualquer ocasião:
"Corrigir uma página é fácil, mas escrevê-la - ah, amigo! - isso é difícil." J. L. Borges
Comecei com uns 14 ou 15 anos, quando o que eu curtia mesmo era o "Senhor dos Anéis". Eu queria escrever algo do tipo mas era muito trabalhoso, então nunca ia pra frente. Depois atravessei aquela fase lírico-depressiva de adolescente, com um monte de poesia ruim. Acho que passei a levar o negócio mais a sério enquanto fui conhecendo a "literatura canônica" e vi o quanto a pesquisa e as leituras anteriores são importantes para a composição de uma obra.
2- Por que criou um blog?
Meu primeiro blog foi criado entre 2001 e 2002. Mas como eu nunca fui muito dado a "conversinhas com o diário", abandonei - e naqueles anos o blog não tinha muito essa característica funcional que é comum hoje, e mesmo que tivesse, eu não teria cabeça. Recentemente, conforme passei a produzir sonetos - tive uma longa e tortuosa fase de produção de sonetos -, o blog passou a abrigar essas produções e me ligar com outras pessoas do país. Abandonei também, porque a minha produção acabou ficando mecanizada e sem espírito. Depois de um ano sem postar, reabri o blog com uma proposta profissionalmente mais focada - pelo menos é o que eu quero que pareça - com o intuito de difundir um pouco mais de literatura e cultura com um mínimo de bom gosto.
3- Por que escolheu o nome de Molho Vinagrete?
Ah, sabe como é... Vinicius leva a Vina, que levou, num momento de leviandade espiritual, a Vinagrete. Se não me engano, a pessoa que mais colocou esse apelido em prática foi um rapaz talentoso chamado E. James, vocalista de uma banda de funk/soul da qual eu era integrante. O "Molho" foi uma adição estética de minha parte, pra deixar a coisa mais saborosa.
4- Qual sua fonte de inspiração e criatividade?
Inspiração nunca vai servir sozinha se não houver prática e técnica para serem aplicadas num todo. Camões, n'Os Lusíadas, resume o que eu encaro como o ideal da produção artística: Cantando espalharei por toda parte / Se a tanto me ajudar o engenho, e arte. De qualquer modo, uma boa maneira de gerar textos criativos é olhar onde não é comum, em coisas pequenas, e torná-las grandes, significativas. É muito fácil cair em lugares-comuns e tornar o seu texto irrelevante.
5- Por que colocou o nome de Lethe no seu conto, é referente ao rio Lethe - Mitologia?
Certamente. Tentei reunir a figura da Musa com a do rio. Elas se constroem por oposição dentro do texto, se considerarmos que as Musas representam tradicionalmente a idéia de verdade - a-létheia, em grego, não-esquecimento - e de revelação do divino ao ser humano - ver a Teogonia de Hesíodo. Tendo isso em mente, eu quis que minha personagem passasse por uma situação determinada e no decorrer fosse gradualmente afastada. Tendo, enfim, se afastado da Musa - e da revelação divina, da verdade -, foi condenado ao Lethes. Assim sua grandiosidade terrena se torna pífia diante da negação da arte divina, e seu nome não é lembrado pela posteridade. Enfim, eu poderia escrever uma longa história sobre o tema, mas assim não se adequaria a um post para a coletiva, né.
6- Deixe uma frase para o blog Palavrentas e Escrevedores.
A frase que eu mando não é minha, mas serve em qualquer ocasião:
"Corrigir uma página é fácil, mas escrevê-la - ah, amigo! - isso é difícil." J. L. Borges


4 comentários:
Olá é sempre com grande alegria que visito este importante espaço. Honrado e feliz. Quero agradecer sua amizade. Muito obrigado! Certo estou quando um amigo nos acompanha nenhum caminho é longo demais e vamos além, também que a amizade é como as estrelas, embora não vendo toda hora sabemos que existem. Parabenizo você pela harmonia e qualidade deste trabalho. Grande tema, ótima escolha, excelente texto, interessante e informativo, lindo visual, uma preciosidade, gostei. Valeu ter passado aqui. “Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove. E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.” Cora Coralina. Encontrar-nos-emos sempre por aqui. Aguardo sua visita, passa lá! E volte sempre! Tenha uma agradável e feliz semana de grandes realizações. Muita paz, brilho, proteção e sucesso. Tudo de bom, muita prosperidade... Fique com Deus. Forte e caloroso abraço.
Valdemir Reis
Muito bom conhecer pessoas novas e com palavras maravilhosas por aqui...
Adoro esse espaço.
Abraço,
Renata.
Olha na verdade, vim te fazer um convite: lancei um deafio no Ideias de Milene... sobre Deus. É simples, basta responder a pergunta proposta no texto. Simples assim! Vc topa?
Conto com vc lá!
Abraços,
Gostei muito do conteúdo de seu blog, você esta de parabéns.Gostaria de saber
se existe interesse em torcar nossos links, se sim deixe seu recado em meu mural.
Te espero por lá, ok?
Felicidade! É inútil buscá-la em qualquer outro lugar que não seja
no calor das relações humanas... Só um bom amigo pode levar-nos pela mão e nos libertar.
Abraços forte
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